sábado, 2 de janeiro de 2016

4014) Livros do ano 4 (3.1.2016)



O pessoal me cobra às vezes uma cobertura da literatura nacional, nesta Coluna Prestes. (Chamo-a assim porque é uma coluna que está sempre prestes a dizer alguma coisa importante, promessa eternamente adiada para um futuro ainda fora de foco.) Lamento informar (ou melhor, regozijo-me em informar) que não sinto a menor obrigação de vigiar daqui a literatura brasileira, ou paraibana, ou japonesa. Quando não estou sendo pago para ler algo (resenhas, traduções, prefácios, pesquisas, etc.) leio por prazer, e por prazer somente. Se um livro não me prende, pode ser do meu melhor amigo ou do autor mais célebre do cânone: volta pra estante, e pego outro. Sou um homem livre para decidir o que vou ler. É só nisso que sou livre; é certamente pouco; e para mim é o bastante.

O mundo está cheio de poetas que não gostam de ler poesia. Não é o meu caso. Minha dificuldade é que frequentemente não entendo os poemas, ou melhor, consigo acompanhar o que dizem, mas o texto não me produz novas sinapses. Não é culpa minha nem do poema, é que a experiência poética requer um mesmo diapasão, uma sintonia vibratória, que muita gente, aliás, n