quinta-feira, 18 de junho de 2015

3844) Gelo e Fogo (19.6.2015)



Nenhum indivíduo deveria morrer sem saber sua origem, de onde veio, quem o pôs no mundo, qual o mistério que cerca seu nascimento. O folhetim clássico já nos deu centenas de vezes  o drama de quem passa a vida em busca de solver o mistério de si mesmo até se deparar com a mais terrível das revelações. O folhetim moderno parece ter condenado alguns dos seus personagens não apenas à morte, mas a uma vida em vão. Nunca saberão de nada; chega parece que seu destino é algo que já estava escrito há muito tempo, por alguma divindade impaciente. “Procurarás, e não ficarás sabendo.”