domingo, 9 de novembro de 2014

3654) Os dentes e os ossos (9.11.2014)



Foi altamente constrangedor aquele fim de semana, um mês após a morte do Dr. Medeiros, em que fomos todos convidados para a casa da família em Mury, para a leitura do testamento.  Por que não faziam aquilo no apartamento do Leblon, meu Deus? Eu era genro tinha que ir, até porque havia uns primos velhos que só estavam ali porque (segundo meu concunhado Anchieta, casado com a irmã de minha mulher) queriam pegar nem que fosse uma raspa do tacho, e achavam que estando presentes à abertura do testamento poderiam influenciar o modo como ele tinha sido redigido há pelo menos dois anos. 



Pudessem ou não, não conseguiram. No dia e hora aprazados, a família inteira coreografou sua chegada em Mury, foram as instruções obedecidas, foi o cofre aberto, foi  o testamento lido pelos advogados, com gravação em HD e testemunhas juram