domingo, 2 de novembro de 2014

3648) O cientista louco (2.11.2014)



Ele queria destruir o mundo.  Ele queria ser um deus no altar.  Ele enxergava em cada descoberta uma outra porta aberta a o desafiar.  Ele trabalhava nos subterrâneos-do-vaticano da fortaleza-da-solidão, agitava o-inferno-de-wall-street enquanto tentava mobilizar os-dragões-do-éden e ao mesmo tempo transformar a porra toda numa supernova onde ele finalmente reinaria em paz, sem ter que explicar nada, que justificar nada, que planejar nada, que carregar ladeira acima nada, que despencar orçamento abaixo nada, sem ter que recuar, sem precisar transigir.