sábado, 26 de abril de 2014

3483) William Castle (26.4.2014)



Quando eu era menino, ele era chamado por grande parte da imprensa “o rival de Alfred Hitchcock”. Seus filmes, mais até do que os de Hitchcock, eram verdadeiros eventos. Para mim ele e Hitchcock (eu era fã de ambos) eram cineastas parelhos, nivelados, uma dupla parecida, que fazia uma concorrência saudável – algo como Lucas & Spielberg, ou como Coppola & Scorsese. Foram precisos alguns anos de estudo para eu perceber a diferença essencial. Hitchcock foi (talento à parte) um dos mais ricos e poderosos diretores do seu tempo. William Castle era um diretor de filmes B, que compensava em esperteza o que lhe faltava em poder político. Em termos práticos, estava mais próximo de um Roger Corman (o rei do filme de terror barato) do que do diretor de Rebecca.

Seu centenário está sendo comemorado neste mês de abril, sem muito alarde, porque só os fãs de filmes de terror se lembram dele.  Seus filmes só passam nos corujões a cabo, enquanto que Os Pássaros (1963), de Hitchcock, reestreou com cópia nova e publicidade no mês passado. Em vida, a publicidade era o instrumento preferido de Castle. Quando ambulâncias foram estacionadas na frente dos cinemas que exibiam O Exorcista em 197