sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

3380) Arte Formigueiro (27.12.2013)




Os críticos defendem há muito tempo o conceito de que, em grande medida, a beleza está no olho de quem vê.  Isso tem uma força tão grande que é possível alguém enxergar beleza até onde não foi feito nenhum esforço para criá-la. É aquela beleza involuntária, ou aleatória, que podemos encontrar em manchas de lodo, num muro antigo todo descascado, nas manchas no interior de um tronco de madeira, em formações naturais (rochas, corais, nuvens) ou na estrutura microscópica de minúsculos insetos ou plantas. Olhamos para aquilo e vemos belas combinações de cores e de formas, vemos harmonia, vemos simetria, vemos elementos visuais que nos dão aquela velhíssima sensação expressa no velhíssimo clichê: “Parece uma pintura!”.

Pode ser beleza, mas, segundo os teóricos, não é arte, porque a arte pressupõe a intenção de criar a beleza, ou pelo menos de criar algo que impressione nossos sentidos e nossas emo