quarta-feira, 7 de agosto de 2013

3258) O Conselheiro Aires (7.8.2013)




Machado de Assis é o rei do “innuendo”, da insinuação, das nuances, da arte de sugerir uma impressão sem dizê-la com todas as letras, capaz de nos descrever a roupa de uma mulher com o propósito de que a imaginemos despida. No Memorial de Aires (1908), seu romance crepuscular, ele conta o amor nunca concretizado do Conselheiro Aires, um diplomata sessentão aposentado, pela viúva Noronha, que é jovem e perdeu o marido após dois an