quinta-feira, 1 de agosto de 2013

3253) A arte do repente (1.8.2013)




(Sebastião da Silva e Louro Branco)

A arte do repente é vítima de vários equívocos quando é estudada nos livros. Estudar o repente de violeiros num livro é muito útil, mas se o estudante não frequenta cantorias é como estudar futebol num livro e nunca assistir sequer um jogo de pelada. De que adianta?

O repente é um verso feito em poucos segundos com a obrigação de ser cantado naquele instante exato. O violeiro não pode “pedir pausa” enquanto dá uma ajeitadinha nas rimas ou na ordem dos versos. Verdade que em qualquer cantoria usa-se muito “balaio”, muito verso preparado. Isso é outra coisa. Estou falando daqueles momentos, no transcorrer de uma cantoria, em que a gente vê que tudo está sendo criado na hora, pra valer, no calor da batalha.