sexta-feira, 26 de julho de 2013

3248) Fenda no espaço (26.7.2013)




Seu Claudionor ajeitou o boné, limpou as sobrancelhas e olhou de novo o relógio de pulso. Quase meio-dia e o ônibus das onze, que passava ali onze e meia, estava atrasado. Sentado no tronco, ele puxou mais uma vez a maleta para perto de si, embora estivesse sozinho na beira da estrada, à sombra de uma mangueira. No sábado e na quarta aquela estradinha tinha um movimento danado, mas em dia comum era um eterno problema. Seu Claudionor olhou a cerca às suas costas, e por trás dela a pastagem que se estendia em colinas bem verdes sob um céu bem azul, parecendo uma foto que tinha no computador do filho dele.

De repente ele deu um pulo, porque ouviu um barulho atrás, como uma coisa se dilacerando, só que muito alto, alto mesmo, como uma vez que ele ia passando do lado daquelas caixas pretas depois de deixar as sobrinhas num show e partiu dali um guincho indescritível que o deixou quase surdo uma semana, um problema médico que o namorado da sobrinha lhe explicou de