quarta-feira, 29 de maio de 2013

3198) O livro digital (29.5.2013)




Não vou voltar à lenga-lenga costumeira sobre a luta darwinista entre o livro digital e o livro de papel. Como gosto dos dois, tento me adaptar aos dois, mas também exijo que os dois se adaptem a mim, ou seja, ao leitor. Cada leitor tem suas manias e suas conveniências. Imagino que as minhas sejam suficientemente coletivas para que a indústria as considere. O que eu espero, então, do livro digital? (Não entendo como livro digital a simples obra literária, embora, por extensão, ele possa ser chamado assim. Entendo como o “leitor eletrônico”, seja Kindle, iPad, ebook, qualquer formato.)

1) Portabilidade. A possibilidade de levar na mochila três enciclopédias, as obras completas de 20 autores, dicionários, bancos de imagens, de músicas. O leitor eletrônico deveria poder armazenar todas essas coisas numa estrutura leve, prática. A portabilidade, aliás, inclui uma bateria que dure muitas horas. Ficar preso umbilicalmente a uma parede deve ser a exceção, não a regra. 2) Resistência. Me lembro da propaganda dos livros de bolso da TecnoPrint, lá por 1960, que dizia: “Você pode ler na cama, levar no bolso, jogar no chão: são resistentes e belos...”. O livro eletrônico está longe desse grau de resiliência. Não que eu vá jogar no chão, mas liv