terça-feira, 1 de janeiro de 2013

3071) A Página de Fogo (1.1.2013)





Transporás o Pedregal ensandecido, dilacerando as Membranas do Ser e carpindo as incertezas de teu íntimo Semblante.  Pisa devagar nesta areia coberta de Presságios, para que não despertem as Sentinelas da Treva. Compulsa as nuvens, amealha os ventos.  Um espinho de dor fere o teu centro, e a lembrança de um Não será teu Sol.  À tua esquerda, o Campo-santo dos pássaros afogados; à tua direita, o Sumidouro para onde deslizaram os códigos do Setestrelo.  Seguirás sozinho, ou então te deixarás tombar, na Vereda vazia que te espera. E jamais conseguirás cerzir as Fendas do Passado onde o século se pôs. 

Cada minuto é fatal, e não existe um Elmo para a alma. Serás o Poço onde as tempestades se refugiam. Pensaste pureza e o que tombou em ti fervilhava em Pus. Avança!  Já deixaste para trás a Sesmaria da Punição, à qual sobreviveste, mas que conduzirás para sempre incrustada na Memória.  Só te resta pela frente o