quinta-feira, 6 de setembro de 2012

2969) A arte do photoshop (6.9.2012)




O termo “photoshop” virou hoje em dia sinônimo de alteração, interferência ou falsificação de uma imagem. A técnica digital fez com que até um desocupado e leigo como eu seja capaz de pegar uma foto e apagar a presença de uma pessoa, coisa que antigamente só o Departamento de Propaganda do Kremlin era capaz de fazer. Engana-se quem pensa que isso surgiu com a imagem digital. No tempo do negativo em celulóide e da cópia em papel havia mil técnicas para interferir na imagem, como aliás o Kremlin (e o Pentágono) faziam a dar com o pau. Claro que nem sempre isso era feito por manipulações maquiavélicas. Os fotógrafos antigos interferiam na imagem, em geral, para obter efeitos estéticos mais interessantes, ou até (vejam só a ironia!) para produzir imagens mais parecidas com a realidade (ou com o modo como a realidade é vista a olho nu). Os negativos antigos, por exemplo, reagiam de forma desigual à luminosidade do céu e à luz refletida na paisagem, de modo que era hábito, cem anos atrás, tirar duas fotos do mesmo ângulo, com medições de luz diferentes, e depois recortar e colar o céu de uma e a paisagem de outra.

A interferência na imagem, portanto, pode ter como objetivo produzir: 1) imagens mais realistas; 2) imagens fantásticas ou impossíveis; 3) imagens esteticamente mais inte