terça-feira, 26 de junho de 2012

2906) "Blade Runner" 30 anos (26.6.2012)





Uma coisa fascinante no capitalismo é a capacidade que ele tem de nos fazer comprar a mesma coisa mais de uma vez. Ele cria em nós, primeiro, uma fascinação inesgotável por um produto; depois, nos ensina a fazer minúsculas, sutilíssimas distinções entre aspectos deste produto; em seguida, oferece-nos versões quase idênticas do produto, mas com diferenças suficientes para que digamos: “Quero todas duas!”. Ou todas três, ou trinta. 

Blade Runner (1982), foi um fracasso de bilheteria nos EUA, onde custou cerca de 28 milhões de dólares e rendeu 27. (Rendeu um pouco mais no mercado externo, mas em termos da contabilidade dos estúdios, que precisam de retorno rápido, isso não pesou muito.) Ao completar 30 anos, foi preparada uma caixa especial, custando cerca de 50 dólares, com nada menos de dez horas de cenas extras, e três versões integrais do filme.

Ao todo, existem cinco versões. Primeiro houve a versão original, exibida nos cinemas, e a versão internacional, que é quase a mesma, com a adição de algumas cenas de violência. Em 1992, o diretor Ridley Scott produziu a “Versão do Diretor” (“Director