sábado, 4 de fevereiro de 2012

2784) É de graça? (4.2.2012)



("Zero Cruzeiro", de Cildo Meireles, 1977)

Como meus leitores devem saber, eu tenho um blog, o Mundo Fantasmo, onde republico estes artigos. Cada vez que posto um artigo no blog, eu escolho uma imagem para servir de ilustração. Pego na Internet (ou escaneio dos meus livros e revistas) uma foto, uma pintura, um desenho, uma cena de filme, um cartum... Ponho lá no blog, e, quando tenho a informação (nem sempre a gente tem) ponho o autor do desenho, e, quando encontro, um link para o trabalho dele. Porque se o leitor ficar interessado no que viu, deixa pra lá meu artigo, clica no link e vai ver mais desenhos do cara. Que, assim, conquista por meu intermédio mais um admirador.

Eu deveria pagar-lhe por isso? Acho que não. Até hoje ninguém me cobrou, nem pediu que eu retirasse a pintura ou a foto. Se pedir, eu tiro. Se cobrar, não pago, por mais que admire o cara. Não pago porque não sou rico e não ganho nada com o blog, é uma atividade “divulgatória”, para que as pessoas leiam meus textos com mais comodidade. Eu espero que o sujeito concorde em expor seu desenho de graça porque eu próprio estou expondo meus textos de graça. Aquilo está ali não por comércio, mas pelo interesse de dar um breve prazer intelectual e estético ao leitor.

E acontece