quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

2734) O vitral e a vidraça (8.12.2011)



(George Orwell, por Felipe Muanis)

Isaac Asimov faz uma comparação hábil (embora injusta, a meu ver) entre o escritor que quer contar uma história e o escritor que quer criar uma maneira pessoal de contar qualquer coisa. É a velha oposição meio maniqueísta entre enredo e estilo. Asimov compara essas duas formas de escrever com a vidraça e o vitral. Uma vidraça é transparente: olhamos por ela sem vê-la, porque não queremos ver a vidraça, queremos ver apenas o que ela está nos mostrando do outro lado. Já o vitral (aquele vitral de igreja) é opaco, colorido e não quer mostrar outra coisa além de si próprio. Diz Asimov que a prosa