sábado, 27 de agosto de 2011

2646) Um caso para Perry Mason (27.8.2011)



Para quem nunca ouviu falar, Perry Mason é o advogado-detetive criado por Erle Stanley Gardner ao longo de dezenas de romances policiais (82, para ser exato) que deveriam ser leitura de lazer obrigatória para todo advogado que se preze. Na adolescência, sonhei em me formar em Direito e fazer o que Mason fazia: dar um banho de esperteza no promotor, libertar o cliente (acusado de um crime) e de lambuja entregar à polícia o verdadeiro criminoso. Os romances de Gardner (cujos títulos sempre começam com “O Caso do...”) seguem uma fórmula precisa e obrigatória, com as variações mais inesperadas dependendo do cliente, do crime cometido e das complicações colaterais. Agora mesmo está me dando uma vontade enorme de reler “O Caso da Lata Vazia”, “... das Garras de Veludo”, “... da Morena Emprestada”, “... da Loura de Olho Roxo”, “... dos Peixinhos Dourados”, “... do Gorila Sorridente”...

Um dos aspectos mais fascinantes do crime é o fato de ele ser algo minuciosamente descrito, previsto e catalogado pela estrutura jurídica. E um tema eterno da literatura policial é um tipo especial de crime perfeito, o crime que todo mundo sabe que Fulano cometeu mas nada pode fazer, porqu