sexta-feira, 22 de julho de 2011

2615) O tempo não para (22.7.2011)



No filme Uma Mente Brilhante, Russell Crowe interpreta John Nash, o matemático esquizofrênico que, já na idade madura, enclausurado em si mesmo pela doença, acabou recebendo o Prêmio Nobel de Economia por causa de uma teoria que desenvolvera na juventude. No filme, Nash tem fantasias recorrentes, incessantes, em que está sendo cooptado para trabalhar em projetos de espionagem para o governo, ajudando a decodificar mensagens da URSS. Sua loucura cria também amigos imaginários que o acompanham durante a vida inteira. Um momento comovente do filme é quando ele descobre, por conta própria, que está doido – porque uma pessoa com quem ele convive há anos continua sempre com a mesma idade! Mesmo já tendo se passado uns 20 anos desde que ele a conheceu, a sobrinha de um amigo seu continua uma garota de dez anos. E Nash percebe que está louco, que aquela pessoa não existe, é uma alucinação paranóide.

A loucura é uma entre várias disfunções mentais, e tudo são tentativas de descrever situações em que partes da nossa mente deixam de dialogar com outras, ou estacionam no tempo enquanto o restante evolui. Todos nós sabemos exemplos de crianças que por um problema qualquer têm seu desenvolvimento interrompido num certo estágio, e vivem o resto da vida com uma idade mental estacionária. Não são loucos; são diferentes. (Acho que falta a Ciência investigar casos curiosos em q