sábado, 4 de junho de 2011

2574) A casa com o corpo dentro (4.6.2011)



O romance gótico celebrizou a imagem da casa mal-assombrada, muitas vezes uma casa para onde uma família se muda, feliz da vida, para descobrir pouco tempo depois que a casa é habitada por um fantasma. As histórias de horror da vida real seguem uma dinâmica parecida, só que adstrita, evidentemente, às limitações do Real.

Um bom exemplo é este fato singular ocorrido no nordeste da Espanha em 2007. Um sujeito comprou uma casa num balneário, oferecida em leilão depois que o dono deixou de pagar as prestações. Comprou, fez seus preparativos e foi para lá passar o veraneio. Ao entrar na casa pela primeira vez, viu algo pior que um fantasma. Sentado no sofá, estava o corpo de uma mulher, morta há muitos anos, mumificada. Descobriu-se em seguida que era a ex-esposa do antigo dono da casa. A polícia chegou à conclusão de que a mulher havia morrido de morte natural e a maresia tinha ajudado a preservar seu corpo, evitando a decomposição. O que a polícia teve dificuldade de entender foi por que razão a mulher morreu ali e nem o ex-marido (que pagava a casa) nem os filhos dela, que moravam em Madri, tinha sentido falta dela ou se preocupado com o seu desaparecimento.

Em 2008, em Londres, um homem comprou um apartamento por 350 mil libras e foi fazer a primeira vistoria pra valer. Foi uma vistoria tão bem feita que encontrou, no closet do quarto principal, o corpo de um homem de seus 40 anos, enforcado com um cinturão. Verificou-se que era o proprietário. A mãe dele falecera algum tempo antes, e ele havia colocado o apartamento à venda. Deduziu-se que ele devia ter entrado em depressão e se suicid