quinta-feira, 5 de maio de 2011

2548) A simples arte do assassinato (5.5.2011)



Volta e meia estou citando Raymond Chandler nesta coluna, não porque ele seja o melhor autor de histórias policiais, mas porque ele foi um dos que melhor refletiram sobre elas. Chandler trouxe para a pulp fiction recursos narrativos de alguns de seus escritores preferidos (Somerset Maugham, Joseph Conrad, etc.). Ele antipatizava com o romance policial clássico (não tinha Agatha Christie em boa conta) e queria escrever histórias rudes, violentas, como as de Dashiell Hammett, mas com um refinamento de estilo que Hammett não tinha. Chandler foi um cara que disse para si mesmo: Vou escrever histórias assim mas vou tratá-las como se fosse (sei lá) Dostoiévski ou Henry James. Ao invés de se nivelar pelo nível das histórias já existentes