domingo, 6 de fevereiro de 2011

2473) Perdidos na Bienal (6.2.2011)



O estudo da Patologia Topológica vem enfrentando preconceitos dentro da comunidade científica internacional. Como toda ciência nova, ela lida mais com perguntas e incertezas do que com verdades chanceladas pelo uso e pela experimentação controlada. Daí ser considerada por uns uma pseudo-ciência e por outros um delírio paranóico. A Física contemporânea, por exemplo, estuda o que a literatura popular chama de fendas no espaço-tempo, fissuras no tecido no Universo. Sua existência em escala macro já foi comprovada – são os famosos “buracos de minhoca” nos quais uma partícula física entra, e sai, quase instantaneamente, noutro local, a milhares de quilômetros ou milhões de anos-luz. O que a Patologia Topológica estuda é a existência deste fenômeno na escala humana. Muitos desaparecimentos famosos, acidentes, fatos extraordinários, podem ser explicados pela ocorrência de fendas desse tipo. Passagens, portais, configurações tão extraordinárias que dentro do seu âmbito as leis que governam a matéria se comportam de forma diferente.

Estuda-se, por exemplo, o caso da instalação pós-modernista “Klax”, do artista indiano Raman Sendjabi. Influenciado (segundo ele próprio) pelos parangolés do brasileiro Hélio Oiticica, Sendjabi criou um labirinto de placas de amianto e isopor, no qual os participantes eram convidados