domingo, 3 de janeiro de 2010

1472) A arte de contar filme (1.12.2007)


O romance Roliúde, de Homero Fonseca (Record, 2007) traz para o âmbito do cinema algo que conhecemos bem da cultura oral: a recriação de uma história em voz alta, diante de uma platéia. Uma atividade que vem desde o folclore, vide a recente voga dos “Contadores de Histórias” que se apresentam profissionalmente, organizam-se em entidades, promovem Congressos, etc. O contador de histórias trabalha muitas vezes com o público infantil, e sua atividade é uma ampliação das atividades de mães, avós, babás, etc., que contam para as crianças, na hora de ir dormir, as aventuras dos Três Porquinhos ou as desditas de João e Maria.

Não é só o material folclórico que é repassado assim para as crianças. Os clássicos da literatura também – pelo menos foi isto que Monteiro Lobato fez durante anos, reescrevendo (ou melhor, fazendo com que Dona Benta recontasse oralmente) clássicos literários como o Dom Quixote, lendas mitológicas como Os 12 Trabalhos de Hércules, livros infantis como Peter Pan ou livros de informação científica como a História das Invenções de Van Loon.

Contar filme era prática habi