terça-feira, 17 de março de 2009

0896) Canções de Migrante (29.1.2006)


(David Carradine, no papel de Woody Guthrie em "Bound for Glory")

Pense num gênero musical que dá ibope! Neste duplo instante em que escrevo e em que você me lê, caro leitor, dezenas de Canções de Migrante estão tocando nas rádios da sua cidade, da minha cidade, da maioria das cidades do mundo. Migrantes são criaturas cantadoras por natureza, espantam seus males soltando a voz nas estradas, lembrando sua terra distante, celebrando o lugar estranho e complicado onde vieram parar. “Passe a palheta” na obra de Luiz Gonzaga, e vai ver que metade daquilo são Canções de Migrante, de “Asa Branca” a “No Ceará não tem disso não”, de “No meu pé-de-serra” a “Propriá”. E a mais emblemática de todas, o clássico “Pau de Arara”: “Quando eu vim do sertão, seu moço, do meu Bodocó...”

Vozes irão se erguer argumentando que a mais emblemática de Gonzaga é a “Triste Partida”, o épico vidas-s